Crescimento, desafios e cenário econômico da construção civil no Brasil (2025)
- Marquinhos

- 7 de nov. de 2025
- 4 min de leitura
Depois de um 2024 aquecido, quando a construção civil cresceu 4,3% e fechou o ano com PIB setorial de R$ 359,5 bi (IBGE/CBIC, 07.mar.2025) CBIC, 2025 avança em ritmo mais moderado. A CBIC projeta +2,3% em 2025, citando juros altos e custos ainda pressionados como freios ao setor (relatório CBIC, fev.2025) CBIC+1.
Onde estamos em novembro de 2025
Atividade e confiança. O ICST/FGV subiu 0,7 ponto em setembro, para 92,3 pontos (ainda abaixo de 100), após dois meses de queda — sinal de humor cauteloso entre empresários (25.set.2025) PortalIBRE+1.
Custos de obra. O INCC-M acumulado em 12 meses chegou a 6,58% em outubro/2025, acima do observado em 2024, mantendo pressão sobre margens de obras (28.out.2025) Portal FGV+1.
Emprego. De jan–abr/2025, a construção criou 135 mil vagas formais e já empregava quase 3 milhões de trabalhadores (ABRAINC/Caged, 29.mai.2025) abrainc.org.br; até setembro, o acumulado anual chegou a 218,2 mil vagas (30.out.2025) abrainc.org.br.
Juros. O Copom manteve a Selic em 15,00% a.a. em 17.set.2025 e novamente em 05.nov.2025, patamar mais alto em quase 20 anos, encarecendo crédito para produção e comprador final fora das linhas subsidiadas Banco Central do Brasil+2Agência Brasil+2.
Motores do crescimento em 2025
1) Habitação social e classe média
O Minha Casa, Minha Vida foi ampliado em 2025 com a Faixa 4 (classe média): imóveis de até R$ 500 mil, juros nominais próximos de 10% a.a. e prazos até 420 meses, o que sustenta lançamentos e compras mesmo com Selic elevada (deliberações do CCFGTS em 15–16.abr.2025) Serviços e Informações do Brasil+2Serviços e Informações do Brasil+2. A CAIXA já lista as condições comerciais de enquadramento da linha de classe média em seu portal Caixa Econômica Federal.
2) Infraestrutura e obras públicas/PPPs
O pipeline de obras públicas e parcerias mantém atividade, mas a trajetória dos juros e a execução orçamentária determinam o ritmo de contratação e o apetite
por risco. (Análise à luz dos relatórios CBIC e comunicações recentes do BCB.)
3) Industrialização e produtividade no canteiro
Com INCC em alta e pressão em mão de obra, processos industrializados (ex.: corte e dobra sob medida de aço) reduzem perdas, retrabalho e prazo, protegendo a margem das construtoras. O cenário de custos (INCC) e confiança/FGV reforça essa agenda Portal FGV+1.
Maiores desafios agora
Custo financeiro elevado. Selic a 15% mantém custo de capital alto para incorporação e pequenas reformas; decisões do Copom sinalizam pausa prolongada após o ciclo de alta iniciado em jun.2025 (de 14,75% para 15,00%) e mantido desde jul.2025 Reuters+1.
Materiais e logística. A dispersão de preços e prazos de entrega ainda exige planejamento fino de compras e negociação com fornecedores para travar condições. O INCC-M mostra desaceleração frente a meados do ano, mas segue acima de 6% a.a. (out/2025) Portal FGV.
Mão de obra. O saldo de vagas é positivo, mas a qualificação e a produtividade continuam como gargalos em regiões de obra intensa (leituras recorrentes em CBIC e sondagens FGV) CBIC+1.
O que esperar para 2026 (visão de novembro/2025)
A leitura-base do mercado (Focus e CBIC) sugere crescimento moderado do PIB em 2026 e Selic em trajetória ainda elevada por boa parte do ano — com cortes dependentes da convergência da inflação. Projeções Focus de setembro/2025 indicavam Selic em 15,00% no fim de 2025 e 12,38% no fim de 2026, com PIB 2025 ~2,16% Reuters. Para a construção, juros continuarão determinantes para lançamentos e velocidade de vendas.
O que isso significa, na prática, para incorporadoras e construtoras
1. Planejamento financeiro e contratos. Rever cláusulas de reajuste por INCC e marcos de medição; priorizar compras críticas com travas de preço quando viáveis, à luz do INCC-M 12m em 6,58% (out/2025) Portal FGV.
2. Produtividade e previsibilidade. Adotar corte e dobra sob medida, checklists de montagem e logística por etapas para reduzir perdas, retrabalho e estoque parado — fundamentais num contexto de Selic 15% Banco Central do Brasil.
3. Aproveitar MCMV/Classe Média. A Faixa 4 amplia público e tíquete de produto; fornecedores com prazos, especificação e rastreabilidade dão suporte a aprovações e financiamentos (deliberações CCFGTS em abr/2025) Serviços e Informações do Brasil+1.
4. Gestão de riscos. Pipeline com contratações públicas pede compliance técnico (normas, laudos, rastreabilidade) e capacidade de entrega sob pressão de custos/financiamento; relatórios CBIC ressaltam prudência com capital de giro CBIC.

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